20 de agosto de 2022 01:11

PGR recua e desiste de arquivar inquérito contra Renan Calheiros

Terra Brasil Notícias

Investigação apura um suposto pagamento de propina ao parlamentar nas obras da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recuou de um pedido de arquivamento de um inquérito contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL). A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

A investigação apura um suposto pagamento de propina ao parlamentar nas obras da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Em um movimento atípico, a PGR disse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que houve um “equívoco de tramitação”.

Em parecer enviado ao Supremo no dia 25 de outubro, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo afirmou que a manifestação pelo encerramento do caso, por falta de provas, foi encaminhada “por equivoco”.

A mudança de posicionamento foi informada ao STF cinco dias após Renan Calheiros apresentar o relatório final da CPI da Covid, em que pediu o indiciamento de 80 pessoas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro.

O inquérito foi aberto em 2016 a partir de delações premiadas, como a do senador cassado Delcídio do Amaral.

Segundo a delação, construtoras acertaram o pagamento de R$ 30 milhões em propina para PT e PMDB. Parte do suborno, disse Delcídio, teria sido pago para a campanha eleitoral de Dilma Rousseff em 2010 e parte para o “grupo de José Sarney” no PMDB.

Em 12 de julho, Lindôra Araújo concordou com um pedido da defesa do senador e solicitou o arquivamento do inquérito, argumentando que não foram encontradas provas contra Renan e que não havia mais linha investigativa para buscar novos elementos.

Porém, em 22 de outubro, dois dias após o relatório final, a subprocuradora-geral enviou um novo documento de três páginas ao ministro Edson Fachin, relator do caso. De forma sucinta, pediu para que a manifestação de arquivamento fosse desconsiderada.

A defesa de Renan nega que o senador tenha relação com suposto pagamento de propina nas obras de Belo Monte. A assessoria do senador tem afirmado que “este caso foi mais um dos absurdos de denúncias sem prova e perseguição e abusos de membros do MP federal contra o senador Renan Calheiros”.

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