19 de julho de 2024 07:57

Segurança nas escolas é tema de audiência pública na Câmara

Por propositura da vereadora Charlene Bortoleto, ocorreu na manhã desta quarta-feira (24), a audiência pública sobre segurança nas escolas na era digital.

O debate reuniu em Plenário, professores, estudantes, diretoras de escolas e palestrantes Sônia Maria Terezinha e Cintia Giselle Baltazar, o diretor do Cei Cida Castro, Aroldo Silva, o delegado Luca Venditto Bastos, o defensor público, Olavo Colli Júnior, o psicólogo Sidney Ferreira, a servidora Janaina (representando a secretária municipal de educação) além de pais e assessores parlamentares.

As vereadoras da Comissão de Educação da Câmara, Evalda Reis e Sirlene dos Santos Pereira compuseram a mesa de autoridades ao lado da vereadora proponente.

O presidente da Câmara, Dr. Cassiano Maia, também fez questão de acompanhar e opinar sobre o assunto, frisando a importância dos pais se fazerem presentes, de fato, na vida dos filhos. “A internet não é um ambiente físico, mas é um lugar. E, um lugar, onde os pais precisam ir e ver onde os filhos estão”, ressaltou.

O vereador Tonhão também esteve em Plenário acompanhando as palestras.

No início da audiência teve a fala da diretora da Escola Estadual Dom Aquino, Sônia Maria Terezinha Barbosa.

“Quem dá as rédeas em casa são os filhos e não os pais. Os pais é que tem que colocar limites. Até onde pode ir na internet”, ressaltou.

Ela fez questão de destacar ainda que as mídias e redes sociais são importante, para pesquisas, por exemplo, recursos de inteligência oficial, mas que é preciso direcionamento, devido a riscos como pedofilia, cyberbullying.

A educadora ainda fez questão de orientar os estudantes presentes, que bulliyng ocorridos nas mídias sociais devem ser falados aos pais/ responsáveis.

Também foi dada a oportunidade para estudantes falarem, como foi o caso de Giovana, de 16 anos, que frisou a necessidade de ter um olhar sobre a violência nas escolas, como um ato de prevenção, por parte dos pais e de fiscalização, por parte das autoridades.

A assessora parlamentar e professora, Francielli fez questão de destacar sobre a questão de privacidade (muitos filhos acham que os pais invadem), os atos fora e dentro das redes: “Tudo que seria crime fora de uma rede social, continua sendo na rede social. Fale com seus pais, com seu professor”

Com 26 anos de docência, Cintia Giselle Baltazar,  enfatizou o papel social, os saberes, que antes eram, exclusivamente, das famílias, mas que foram transmitidos para as escolas. Por meio de imagens, ela ainda traçou um paralelo sobre as brincadeiras e tempo livre, antigamente, os valores que devem ser transmitidos as crianças, adolescentes, pelos familiares, desde a infância.

A educadora chamou atenção ainda para os “desafios na internet, comuns entre adolescentes e que o celular muitas vezes não é somente um instrumento de ligação ele é também se tornou uma babá.

Os benefícios da tecnologia, citando a lousa digital, em uso, numas escolas da cidade foram apresentados pela palestrante, bem como, a estrutura física, das escolas, em termos de segurança.

A audiência pública também foi um momento para alguns pais relatarem como lidam com situações de escola, vídeos em redes sociais. Alguns relataram até mesmo que usam aplicativos para controlar e acompanhar as ações dos filhos, em redes sociais.

Num outro momento de fala, o defensor público Olavo usou o texto do artigo 227, da Constituição Federal, para enfatizar as  atribuições dos pais e responsáveis, o dever (obrigação) de cuidado, criação e convivência familiar de seus filhos.

Ele ainda falou do bombardeamento de informações das redes versus o negligenciamento nos relacionamentos sociais e a falta de maturidade de muitas crianças e adolescentes, diante de uma variedade de conteúdos, na rede, bem como, da fala e pensamentos de influenciadores digitais. “No mundo contemporâneo o que vale hoje é like, o maior número de curtidas e seguidores”.

O aliciamento de crianças e jovens no mundo virtual também foram citados, assim como, ameaças, recentemente divulgadas, na cidade, que tiveram um resultado: apreensões e estão em fase de processo.

Ao final, o defensor elencou cinco tópicos, para viabilizar ações diretas, na prevenção e melhoria nas escolas, no meio digital. São eles: formação de rede de debates constante; equipes multidisciplinares. A sociedade, as crianças e adolescentes e trabalho intenso junto as famílias.

O professor Giovany Vicente da Silva, iniciou a fala e desenvolveu o tema da audiência, apresentando o projeto desenvolvido junto a alunos com 5 anos, de idade, do Cei Cida Castro, em 2022, intitulado: Inteligência emocional para superação de conflitos e prevenção de ansiedade e depressão na infância.

Prestar as ações das crianças foi o principal recado do professor e ele também listou algumas práticas a serem viabilizadas em casa e na escola, ações que colaboram para o fortalecimento emocional das crianças:

No final da audiência, o psicólogo Sidney pontuou sobre alguns artigos do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) e propôs uma reflexão sobre certo e errado, céu e inferno, tendo como referência, o capítulo 4, do livro “Inteligência Emocional”, do autor Daniel Goleman.

Na sequência, a diretora da Funlec, Elizabeth Zanoni frisou a importância do evento, pois resultará em muitas ideias, reflexões, a partir das falas dos palestrantes, dos estudantes, pois, o papel dos educadores é formar e informar

A vereadora Charlene agradeceu a presença da direção, professores e coordenadores da escola Funlec, que levaram alunos para o debate.

No encerramento da reunião pública, a vereadora Charlene agradeceu todos pela presença, já anunciou que haverá uma segunda audiência pública sobre o tema.

Ela ainda explicou sobre a ideia da realização audiência, que é preciso falar sobre a questão, quebrar tabus. O objetivo foi propor uma reflexão a todos os envolvidos: educadores, pais, estudantes, deixando ainda um recado aos jovens presentes: que conversem sempre com os pais e responsáveis.

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