Mauro Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina – Foto: CFM.
Ministro do STF inverteu os papéis e mandou a PF interrogar o presidente do Conselho Federal de Medicina
O ministro do STF Alexandre de Moraes proibiu o Conselho Federal de Medicina (CFM) de abrir sindicância para apurar denúncias relacionadas a suposta negligência médica no atendimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que, sob custódia da Polícia Federal, sofreu um acidente no cárcere, bateu com a cabeça e teria permanecido desacordado por período não determinado, segundo seus familiares, sem qualquer socorro médico.
Moraes declarou nula a sindicância determinado pelo CFM e ainda inverteu os papéis, determinando que o presidente da entidade, Mauro Ribeiro, seja interrogado pela PF no prazo máximo de dez dias, segundo revelou o jornalista Fausto Macedo, do Estadão.
O CFM havia divulgado nota afirmando que o estado de saúde do ex-presidente demanda a adoção de um “protocolo de monitoramento contínuo e imediato”, com acompanhamento médico multidisciplinar.
Mas já era oite, nesta quarta-feira (7), quando Moraes alegou em despacho que o CFM não teria “competência para fiscalizar o trabalho da PF e que a abertura de um procedimento com este fim mostra ‘flagrante ilegalidade e desvio de finalidade’” e tabém caracterizaria “total ignorância dos fatos”.
Após levar mais de 24 horas para autorizar exames hospitalares de Bolsonaro, depois de informado sobre o acidente no cárcere, o próprio ministro saiu em defesa do órgão que tem a obrigação leval de zelar pelo bem-estar dos encarcerados: “não houve “qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior”.
O ministro determinou que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao Supremo, em até 24 horas, todos os exames realizados por Bolsonaro nesta quarta-feira.

