9 de janeiro de 2026 08:40

Moraes proíbe CFM de apurar omissão de socorro a Bolsonaro na PF

Mauro Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina – Foto: CFM.

Ministro do STF inverteu os papéis e mandou a PF interrogar o presidente do Conselho Federal de Medicina

RedaçãoRedação
O ministro do STF Alexandre de Moraes proibiu o Conselho Federal de Medicina (CFM) de abrir sindicância para apurar denúncias relacionadas a suposta negligência médica no atendimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que, sob custódia da Polícia Federal, sofreu um acidente no cárcere, bateu com a cabeça e teria permanecido desacordado por período não determinado, segundo seus familiares, sem qualquer socorro médico.

Moraes declarou nula a sindicância determinado pelo CFM e ainda inverteu os papéis, determinando que o presidente da entidade, Mauro Ribeiro, seja interrogado pela PF no prazo máximo de dez dias, segundo revelou o jornalista Fausto Macedo, do Estadão.

O CFM havia divulgado nota afirmando que o estado de saúde do ex-presidente demanda a adoção de um “protocolo de monitoramento contínuo e imediato”, com acompanhamento médico multidisciplinar.

Mas já era oite, nesta quarta-feira (7), quando Moraes alegou em despacho que o CFM não teria “competência para fiscalizar o trabalho da PF e que a abertura de um procedimento com este fim mostra ‘flagrante ilegalidade e desvio de finalidade’” e tabém caracterizaria “total ignorância dos fatos”.

O ministro determinou que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao Supremo, em até 24 horas, todos os exames realizados por Bolsonaro nesta quarta-feira.

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