15 de janeiro de 2026 10:54

BC decreta liquidação da Reag, alvo da PF e suspeita de elo com PCC

Reage Investimentos foi um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto, da PF. (Foto: Reprodução)

Instituição financeira foi alvo das operações Carbono Oculto e Compliance Zero e foi citada no caso do Banco Master

Davi Soares – Diário do Poder

Um dia após a nova fase da Operação Compliance Zero, o Banco Central do Brasil decretou, nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que se trata da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., com sede em São Paulo. A instituição foi alvo de investigações da Polícia Federal por suspeita de operar movimentações financeiras para a facção criminosa PCC, e foi citada no escândalo do Banco Master.

Segundo comunicado do BC, a liquidação foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN. E destacou que a Reag representa menos de 0,001% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional, enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial.

“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição”, detalhou o Banco Central, sobre a liquidação da Reag.

Na mira da PF

A Reag é investigada pela Polícia Federal na mais recente fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes em fraudes de R$ 12,2 bilhões do Banco Master, liquidado pelo BC em novembro do ano passado. E o banqueiro João Carlos Falpo Mansur, que presidiu o Conselho de Administração da Reag Investimentos, foi um dos alvos da nova fase da mesma operação, deflagrada ontem contra pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

Em 28 de agosto do ano passado, a Reag foi alvo da Operação Carbono Oculto, na qual a PF enfrentou um esquema bilionário envolvendo a facção PCC e empresas de São Paulo. Na ocasião João Mansur foi citado como suspeito de estruturar e administrar fundos de investimento usados pelo empresário Mohamad Hussein Mourad, principal alvo da Carbono Oculto.

O Ministério Público de São Paulo chegou a apontar Mansur, da Reag, como responsável por “dinâmicas fraudulentas” envolvendo fundos de investimentos (Anna, Hans 95 e Mabruk II) e a BK Instituição de Pagamento, para Mohamad Mourad, que é dono da refinaria Copape, incluída nas suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC.

Receba Informações na Palma da Sua Mão

Está gostando do conteúdo? Compartilhe

Facebook
WhatsApp
Telegram
Twitter
Email
Print