10 de fevereiro de 2026 10:32

Tomate, gasolina, ônibus: veja os vilões da inflação no começo de 2026

Preço do tomate disparou 20,52% em janeiro (Crédito: Reprodução/Embrap

istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao

inflação oficial do país ficou em 0,33% em janeiro, repetindo a mesma variação registrada em dezembro, com a maior pressão vindo do aumento do preço da gasolina, que possui o maior peso na composição do Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA).

Dentre os nove grupos, Transportes (0,60%) foi o responsável pelo maior impacto no índice de janeiro (0,12 ponto percentual), com a alta de 2,14% nos combustíveis, em especial na gasolina (2,06%). Os demais combustíveis também subiram: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).

A alta nos combustíveis é explicada principalmente pelo reajuste no ICMS na virada do ano, impactando o preço final para o consumidor.

Ainda em Transportes, a passagem ônibus urbano variou 5,14% em janeiro, especialmente por conta de reajustes tarifários em diversas capitais como São Paulo (9,18%) e Rio de Janeiro (5,32%).

Principais altas entre os itens não alimentícios

Tomate disparou 20,52%

Os preços dos alimentos e bebidas desacelerou na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). Mas entre os itens que ficaram mais caros, o preço do tomate disparou 20,52%. Destaque também para a alta nas carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%). Entre as quedas, ficaram mais baratos o leite longa vida (-5,59%) e o ovo de galinha (-4,48%).

Expectativas para 2026

último boletim Focus, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano agora é de 3,97%, contra 3,99% na semana anterior. Para 2027, a conta segue em 3,80%.

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