5 de março de 2026 17:50

Planilha indica que ministros e Viviane Barci de Moraes sentaram na mesa patrocinada pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, em evento nos EUA metropoles.com/author/felipe-salgado Uma planilha que integra investigação da Polícia Federal indica que os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, sentaram na mesa denominada “2 Banco Master“, em um jantar de gala promovido durante a Lide Brazil Conference, em Nova York (EUA). O evento ocorreu em novembro de 2022, no restaurante Fasano New York, na região da 5ª Avenida, e teve patrocínio do dono do Banco Master. O estabelecimento, que não costuma funcionar nas noites de domingo, foi aberto especialmente para a ocasião. Os nomes de Moraes, Toffoli e Viviane Barci aparecem na planilha de organização das mesas do jantar. Na mesma mesa estava o empresário Nelson Tanure, apontado pela Polícia Federal como sócio oculto do Banco Master e que, segundo a investigação, teria “exercido influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”. Os três citados estão no centro da crise envolvendo a instituição financeira. Toffoli vendeu sua participação no Resort Tayayá, no Paraná, para um fundo do cunhado de Vorcaro. Já o escritório de advocacia de Viviane Barci firmou contrato de R$ 129 milhões para defender o Banco Master. Outra mesa patrocinada pelo instituição financeira, identificada como “1 Banco Master”, reuniu o ex-presidente Michel Temer, a esposa Marcela Temer, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o então governador de São Paulo e CEO do Lide, João Doria, o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, além do próprio Daniel Vorcaro. À época do evento, Daniel Vorcaro já havia sido investigado por suspeita de fraude em fundos de pensão de servidores públicos e chegou a ser alvo de ordem de prisão em 2019. Outras mesas O jantar também contou com a presença de outras autoridades e empresários que ficaram em mesas sem patrocínio do Banco Master. Entre eles estavam os ministros do STF Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, os ministros aposentados da Corte Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy e o ex-presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabuco.

Ele estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais (MG)

Morreu, na noite desta quarta-feira (4/3), Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (foto em destaque), um dos presos na Operação Compliance Zero. Conhecido como “Sicário”, ele atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais (MG). Fontes da PF ouvidas pela coluna confirmaram que Luiz Phillipi teve morte encefálica.
Na tarde desta quarta, a PF havia informado que o investigado chegou a ser socorrido por policiais federais que estavam no local no momento da ocorrência. Ele foi submetido a procedimentos de reanimação e levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte.

A situação foi comunicada pela PF ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação informou que entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.

Será aberto procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato.

“Sicário”, espião de Vorcaro, tem morte encefálica em Belo Horizonte - destaque galeria
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