Simone Tebet, ministra do Planejamento — (André Borges/EFE)
Era desconhecida em São Paulo até a eleição presidencial de 2022. Saiu das urnas com 4,9 milhões de votos — um terço (1,6 milhão) foi do eleitorado paulista
Por José Casado-veja.abril.com.br
Uma das surpresas da temporada eleitoral é o favoritismo de Simone Tebet, ministra do Planejamento, entre eleitores do Estado de São Paulo: disputa a liderança nas pesquisas para o Senado com Geraldo Alckmin, ex-governador e vice-presidente da República; Marcio França, ex-governador; e, Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ministro da Fazenda — mostrou o Datafolha nesta terça-feira (10/3).
Em outubro estarão em jogo duas vagas para o Senado. Ela aparece na posição preferencial tanto para o primeiro quanto para o segundo voto, informa sondagem da Realtime Big Data, divulgada na segunda-feira.
Em alguns cenários, empata com Guilherme Derrite, deputado pelo PL e ex-secretário estadual de Segurança, e Marina Silva, ministra do Meio Ambiente.
É caso peculiar, porque passou dois terços dos seus 46 anos de vida disputando eleições em três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, a 700 quilômetros da capital paulista. Herdou o distrito eleitoraldo pai, Ramez Tebet, que governou o Estado e, depois, presidiu o Senado.
Era desconhecida do eleitorado paulista até a última eleição presidencial, em 2022.
Entrou na disputa contra Lula e Jair Bolsonaro, então presidente, com 1% nas pesquisas. Saiu das urnas com 4,2% do total (4,9 milhões de votos).
Lula não esconde a vontade de ter Fernando Haddad na disputa pelo governo paulista, acompanhado por Simone Tebet e Marina Silva como candidatas ao Senado.
Vai precisar, primeiro, convencer o PT de São Paulo a aceitar o trio e se engajar na campanha. Além disso, precisa encontrar alternativas partidárias para as ministras.
O MDB continua refratário à candidatura de Simone Tebet, que está no partido há 27 anos.
Marina Silva, aparentemente, migraria da Rede, que ajudou a criar, para retornar ao PT, ondeenfrenta resistências.



