24 de março de 2026 19:44

Alcides Bernal, ex-prefeito de Campo Grande matou homem a tiros

Alcides Bernal e Roberto Carlos Mazzini (vítima)

Alcides Bernal, ex-prefeito de Campo Grande, matou um homem a tiros na tarde desta terça-feira (24), em uma casa na Rua Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados, imóvel onde ele morava na capital

Conforme apurado pelo Campo Grande News, o crime ocorreu no momento em que o fiscal tributário do Estado, Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, chegava com um chaveiro para abrir o imóvel e foi baleado na varanda.

A vítima é Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, fiscal tributário do Estado. (Foto: redes sociais)

 Ele arrematou a casa em leilão e foi até o local para tomar posse. Bernal não aceitava a venda e acabou atingindo o homem com dois tiros. Foi realizado procedimento de ressuscitação por 25 minutos, mas o servidor estadual não resistiu e morreu no local.

Testemunhas informaram à reportagem que, após o crime, o ex-prefeito fugiu sem prestar socorro, mas se entregou logo depois na 1ª Delegacia de Polícia, na Rua Padre João Crippa. Pessoas que passavam pelo local e viram a cena acionaram a Polícia Militar.

Ex-prefeito de Campo Grande durante entrevista ao Campo Grande News (Foto: Arquivo)

Histórico de dívidas – O imóvel, em terreno de 1.440 m² e com área construída de 678 m², avaliado em R$ 3,7 milhões, foi a leilão em 2025 por conta de dívidas, com lance mínimo de R$ 2,4 milhões. Só em IPTU, são R$ 344 mil em pendências na casa em questão.

Passado político – Famoso como radialista, Alcides Bernal foi vereador de Campo Grande por dois mandatos e, em 2010, foi eleito deputado estadual. Em 2012, disputou a Prefeitura de Campo Grande e venceu.

Durante o mandato como prefeito, teve gestão marcada por conflitos políticos. Foi cassado pela Câmara Municipal sob acusação de nove crimes político-administrativos, tornando-se o único prefeito cassado da história da cidade.

A decisão foi suspensa por liminar da Justiça em 2014, o que permitiu seu retorno ao cargo, mas acabou revertida poucas horas depois pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Em 2015, voltou novamente à prefeitura por decisão judicial.

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