Indicado por Jair Bolsonaro, o ministro do STF, Kássio Nunes Marques, presidirá o TSE neste ano eleitoral de 2026. (Foto: Victor Piemonte/STF)
Ministro nomeado por Bolsonaro assumirá nas eleições presidenciais deste ano o papel que foi de Alexandre de Moraes em 2022
Davi Soares –
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, toma posse na noite desta terça-feira (12) como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para comandar as Eleições Gerais de 2026. Em outubro, o magistrado nomeado para a Corte Suprema, em 2020, pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), terá papel central para garantir o exercício democrático pelos brasileiros, na disputa pelo Palácio do Planalto, polarizada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT).
A cerimônia marcada para 19h também dará posse ao ministro André Mendonça como vice-presidente do TSE, também empossado por Jair Bolsonaro, em 2021. E o novo presidente da Corte Eleitoral assumirá o papel que foi exercido, em 2022, pelo ministro Alexandre de Moraes, considerado algoz de Bolsonaro, que está preso em regime domiciliar, condenado a 27 anos e três meses por crimes na “trama golpista” que resultou na destruição da sede dos Três Poderes da República, no 8 de Janeiro de 2023, no protesto violento contra a eleição de Lula.
A posse deveria ocorrer em junho, mas a eleição foi antecipada em 9 de abril, pela atual presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, com a justificativa oficial de promover uma transição “serena e técnica”, sem rupturas no cronograma eleitoral.
Os chefes dos Três Poderes da República já confirmaram presença na posse de Nunes Marques, que será prestigiada pelo presidente Lula, e pelos presidentes do STF, Edson Fachin, do Congresso Nacional e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Nunes Marque presidirá o TSE neste ano de celebração de 30 anos da urna eletrônica, que possibilitou que o Brasil realizasse a maior eleição informatizada do mundo, com mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores votando e conhecendo o resultado da escolhe democrática no mesmo dia. O equipamento foi bastante criticado e alvo de uma onda de desinformação, principalmente vinda do então presidente Jair Bolsonaro, que não conseguiu ser reeleito.


