13 de maio de 2026 14:09

Grávida vítima de patroa: PM mandou achar joia para acabar com ataques. Veja vídeo

Segundo a doméstica, enquanto procurava, o PM a agredia e a pressionava, ao dizer que queria joia para “terminar logo” com agressões

Samara Regina (foto em destaque), de 19 anos, doméstica grávida torturada pela patroa Carolina Sthela e pelo amigo policial militar Michael Bruno, sob o pretexto de um suposto furto de joia, detalhou a violência que sofreu no Maranhão. Ao Acorda Metrópoles, Samara contou que o PM ordenou que ela achasse o anel para que ele “terminasse logo” com as agressões. Veja:

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Nesta quarta-feira (13/5), Samara foi entrevistada pela jornalista Natália André durante o programa e narrou o crime, que ocorreu em 17 de abril, na casa da patroa, no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís (MA).

“No dia 17 de abril, fui chamada por Carolina para arrumar a área da cozinha e do jantar, porque ela ia receber uma visita. Fiz o que ela mandou, e um tempo depois chegou a visita. No caso, era o Michael (policial militar que também a agrediu)”, afirmou.

Em seguida, a patroa chamou Samara na sala. Michael questionou a doméstica sobre um anel que Carolina havia perdido e, logo depois, a acusou de furto, ao questioná-la sobre onde ela havia colocado o objeto, ordenando que queria a joia de volta.

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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa que agrediu doméstica gestante

Mesmo sem ter ideia de onde estava a joia, a doméstica atendeu o pedido e procurou o objeto por toda a casa. Segundo Samara, enquanto procurava, o PM a agredia e a pressionava, ao dizer que queria a joia para terminar logo com as agressões.

“Fui para onde eu dormi, procurei e não encontrei, porque logicamente não estava comigo. E o Michael começou com as agressões logo em seguida. Eu continuei negando, mas, não adiantou de nada. Ele disse que queria as joias para acabar logo com isso”, afirmou.

Durante a procura, Samara fez buscas no quarto da patroa, inclusive, no closet. Foi neste moomento que Samara temeu a vida, porque o PM colocou uma arma na sua boca, a pôs de joelhos, a agrediu com coronhadas. Nesse momento, Carolina a puxou pelos cabelos.

Após mais buscas, a doméstica achou o anel em um cesto de roupas sujas da patroa. Depois disso, Carolina foi para cima da doméstica e a agrediu mais ainda, colocando em risco a integridade física da vítima e do bebê.

Patroa e PM estão presos

A empresária Carolina Sthela e o policial militar Michael Bruno permanecem presos no Maranhão após o crime. O delegado responsável pela investigação, Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, diz que o caso está sendo tipificado como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto.

As investigações estão em estágio inicial. A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) colheu depoimentos da patroa e da vítima. Na sexta-feira (8/5), o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve a prisão preventiva de Carolina Sthela.

Walter Wanderley confirmou que a Justiça também manteve a preventiva de Michael.

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