31 de julho de 2026 13:47

Mendonça manda investigar suspeita de vazamento da operação da PF contra Wagner

Senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da PF, dao lado do amigo e líder Lula (PT) – Foto: assessoria do Planalto.

Ex-líder do governo é suspeito de haver recebido propina e de atuar como garoto de recados de Vorcaro para Lua

RedaçãoRedação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou à Polícia Federal que promova a quebrar o sigilo telefônico do senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula (PT) no Senado, e a monitorar os movimentos de seu celular.
A medida decrre de suspeita fundamentada do ministro sobre vazamento da operação da PF que ele determinou contra o petista, no âmbito da Operação Compliance Zero. O ministro deseja confirmar se houve vazamento e se isso ocorru no âmbito da prøpria Polícia Federal
A investigação comandada por Mendonça, que é o ministro-relator, apura pagamentos de propina do Banco Master a Jaques Wagner por meio de um apartamento em Salvador avaliado em R$2,5 milhões.
A PF também identificou que o dono do Master, Daniel Vorcaro, marcou encontro com Wagner no Senado, disponibilizou um avião “em hangar discreto” para o senador e citou, em diálogo, que ele seria intermediário para enviar recado a Lula.
Nesta quinta-feira (30), Mendonça retirou o sigilo do processo que trata da quebra de sigilo e do monitoramento. Na decisão que autorizou o acompanhamento da antena do celular de Wagner por dez dias, o ministro destacou ter recebido solicitação de audiência em seu gabinete no mesmo dia em que a PF protocolou as representações da operação (9 de junho de 2026), inclusive em horário anterior à distribuição de algumas delas.
“Impende realçar a ocorrência de fato que agudiza os riscos de vazamento indevido da operação no presente caso. Trata-se de solicitação de audiência, por parte de um dos investigados, recebida pelo meu gabinete, enquanto Ministro relator do caso, no mesmo dia em que aportaram as representações da Polícia Federal relacionadas à presente fase investigativa (09/06/2026), inclusive em horário anterior à distribuição de algumas das representações formuladas”, escreveu Mendonça.
Wagner foi alvo de busca e apreensão na nona fase da Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho. No dia seguinte, ele tentou vender um terreno de R$15 milhões na região metropolitana de Salvador, mas a operação foi barrada pelo cartório por causa de ordem de bloqueio de bens.
A PF monitorou a antena do celular para não chamar atenção. “Nesse cenário, diligências ostensivas de campo, vigilância presencial ou coleta aberta de informações junto a terceiros podem expor prematuramente a investigação, permitindo troca de aparelhos, destruição de provas digitais, evasão, ocultação de documentos ou coordenação de versões”, explicou André Mendonça.

Receba Informações na Palma da Sua Mão

Está gostando do conteúdo? Compartilhe

Facebook
WhatsApp
Telegram
Twitter
Email
Print