8 de outubro de 2026 07:29

Sobrevivente de execução nos EUA seria desligada de suporte à vida antes de acordar

Em 30 de setembro de 2026, um tribunal americano suspendeu a execução de Pike pouco antes de ela ser condenada à injeção letal, três décadas após o assassinato de uma colega de classe. O Tribunal de Apelações do Sexto Circuito emitiu uma decisão de última hora suspendendo, até segunda ordem, a execução de Christa Pike, que teria sido a primeira execução de uma mulher no Tennessee em mais de 200 anos.

DIVULGAÇÃO / DEPARTAMENTO DE CORREÇÕES DO TENNESSEE / AFP

Christa Pike de 50 anos, sobreviveu apesar de ter recebido duas doses letais de pentobarbital em 30 de setembro

jovempan.com.br/autor/estadao-conteudo

Christa Pike, que recuperou a consciência na terça-feira (06) quase seis dias após a tentativa fracassada do Tennessee de executá-la, está ciente do que aconteceu e “irritada e confusa”, afirmou um de seus advogados nesta quarta-feira (07). De acordo com o representante dela, Randy Spivey, os aparelhos de suporte de vida estavam prestes a serem desligados quando ela acordou.

Pike, de 50 anos, sobreviveu apesar de ter recebido duas doses letais de pentobarbital em 30 de setembro. Ela foi condenada à morte pelo assassinato, em 1995, da colega de classe Colleen Slemmer, que foi espancada e esfaqueada até a morte.

“Ela está bem ciente do que fizeram com ela até certo ponto”, disse o advogado Randy Spivey após uma audiência em Nashville, na qual um juiz determinou que o estado preservasse as provas da tentativa de execução.

“Na noite de segunda-feira, 5, entendíamos que Christa estava em morte cerebral e que o suporte de vida seria desligado no dia seguinte”, disse Spivey. “Mas na terça-feira, para o choque de todos… Christa acordou e começou a falar.”

Spivey, que não estava com Pike quando ela acordou, disse que lhe contaram que as primeiras palavras dela foram: “Onde estou?” e “Quem é você?”

O Centro de Informações sobre a Pena de Morte afirma que Pike é a única pessoa a sobreviver após receber drogas letais por injeção durante uma execução.

Seus advogados afirmaram que ela ainda não consegue mover os braços nem engolir, que seu prognóstico permanece incerto e que ela tem um longo caminho pela frente até a recuperação. Seus braços sofreram queimaduras e formaram bolhas devido à tentativa de execução, e ela está algemada à cama do hospital, disseram eles.

O governador republicano Bill Lee ordenou uma investigação, classificando o ocorrido como “profundamente perturbador”. Lee adiou a única outra execução do estado prevista para este ano. O chefe do sistema penitenciário estadual renunciou após o fracasso da execução.

Recuperação de Christa Pike permanece incerta

Especialistas em medicina e em injeção letal têm se concentrado na possibilidade de que um problema com a linha intravenosa tenha feito com que o medicamento se acumulasse em seus tecidos, em vez de entrar na corrente sanguínea. Os advogados de Pike escreveram em seu documento judicial que “aparentemente, em nenhum momento algum membro da equipe de execução percebeu que as linhas intravenosas não estavam posicionadas corretamente ou que as veias haviam rompido”.

A tentativa de execução teve início por volta das 19h30 do dia 30 de setembro, quando Pike teve a oportunidade de fazer uma declaração final. Cerca de cinco minutos depois, Pike ergueu a cabeça e disse que seu braço estava doendo. Em determinado momento, ela pareceu perder a consciência, mas era possível ouvi-la respirando claramente até que a imprensa fosse acompanhada para fora da sala de testemunhas às 20h53. Uma ambulância chegou à prisão às 21h14 para levar Pike a um hospital.

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