15 de outubro de 2026 10:32

Ditadura do Irã, apoiada por Lula, condena à morte garota de 23 anos que critica o regime

Najmeh Amini, jovem crítica da ditadura, foi condenada à morte por suposta “blasfêmia” a Maomé – Foto: redes sociais.

Najmeh Amini é perseguida por publicar posts com críticas ao regime

RedaçãoRedação

A ditadura do Irã condenou à pena de morte uma garota de 23 anos, Najmeh Amini, estudante de contabilidade, por “blasfêmia” devido a uma a um post em redes sociais cujo teor é desconhecido. O “crime” consiste em “insultar” o profeta Maomé, mas na verdade Najmeh Amini é apenas uma jovem que corajosamente critica o autoritarismo no país dos aiatolás e se transformará em mais uma mulher assassinada pelo regime.

Organizações de direitos humanos alertam que, embora execuções por blasfêmia não sejam frequentes (as últimas conhecidas ocorreram em 2023), o caso sinaliza alargamento do uso da pena de morte contra expressões online pacíficas. Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da Iran Human Rights, classificou a condenação da jovem de 23 anos por um post como “extremamente alarmante” e pediu que a comunidade internacional exija a anulação da sentença e uma moratória nas execuções.

O caso ocorre em um contexto de intensificação da repressão no Irã, com direitos humanos apontando o uso crescente de condenações à morte para silenciar dissidência.

A acusação inicial mencionava “insultos extremamente obscenos e ofensivos contra os imames infalíveis”. Ela foi consenada pela 6ª Vara do Tribunal Criminal de Primeira Instância da província de Khorasan Razavi. Em um áudio divulgado, a jovem afirmou que a sentença foi proferida em 16 de setembro e pediu ajuda à comunidade internacional e à ONU: “Sou uma jovem inocente com tantos sonhos e esperanças. Sejam a minha voz”.

Além da pena capital, Najmeh recebeu, em processo separado, a condenação de 12 anos, seis meses e um dia de prisão por acusações de atos contra a segurança nacional e disseminação de propaganda contra o regime. Ela permanece detida na penitenciária de Vakilabad (ou Central) em Mashhad. A sentença de morte ainda não é definitiva e está sujeita a recurso perante a Suprema Corte do Irã.

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