19 de outubro de 2026 14:45

Petista queria atirar sinalizadores contra multidão e foi impedido por manifestantes

Manifestante impedem no último momento que petista enfurecido (de camisa listrada em preto e branco) subisse na cúpula do Metrô para atirar sinalizadores contra a multidão.

Após ter sido barrado na cúpula do Metrô-SP, o ativista foi entregue à Guarda Civil antes que praticasse o ato

RedaçãoRedação

Durante a concentração gigantesca de apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, neste domingo (18), um homem foi impedido à força de subir na cúpula de vidro da entrada da estação de metrô Trianon-Masp, de onde pretendia atirar sinalizadores contra a multidão, o que provocaria um tumulto de proporções imprevisíveis, com potencial de machucar pessoas. Ele chegou a subir na cúpula de viro, mas foi impedido à força por manifestantes vestindo camisas da Seleção Brasileira e entregue a guardas municipais. O episódio gerou vídeos e posts nas redes sociais que o descreveram como manifestante petista, que ele próprio confirmou.

Segundo o BO nº PR7719-1/2026, lavrado no 78º DP (Jardins) e assinado digitalmente às 15h05, os guardas municipais Joelson Alves Ferreira e Gabriel Douglas Almeida da Silva estavam em policiamento da manifestação quando avistaram a parte “em cima da cúpula de vidro, da entrada da estação Trianon-MASP”, com “algo nas mãos”. Daram ordem para que descesse, mas, apesar de decreverem que foram obedecidos “após alguns instantes”, imagens mostram que o homem foi impedido à força por populares de subir à cúpula.

O homem — identificado como Luiz Filipi Penido de Souza, 32 anos, informou que “estava ali para protestar contra o ato que já acontecia, vez que ele é do espectro político da esquerda, e a manifestação que transcorria era, conhecidamente por todos, do espectro político de direita”. O histórico do BO detalha que ele “pretendia, do alto da cúpula da entrada da estação de metrô, acender um sinaleiro luminoso, mas que não realizou o seu intento”.

Os guardas o retiraram do local “visando resguardar a segurança da parte” e o conduziram à autoridade policial. O documento registra expressamente: “nada de ilícito havia em posse da parte, nem dano ou nenhuma outra prática criminosa foi praticada, na ocasião”, até porque o petista ão chegou a disparar um sinalizador, que em seguida seria descartado na unidade policial. A natureza da ocorrência foi classificada como “Não Criminal – Outros não criminal” e a solução foi “BO para registro”.

O episódio ocorre uma semana após o ato pró-Lula na mesma avenida (11), quando houve relatos oficiais e imagens de pichações, depredação de grades e vidros em estações da Linha 2-Verde, incluindo a Trianon-MASP. O Metrô e a Polícia Militar registraram ocorrências de tumulto e danos naquela ocasião.

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