26 de junho de 2026 13:48

Reprovação de Lula chega a 50% e expõe desgaste do governo, mostra PoderData

Presidente Lula (PT) – (Foto: Ricardo Stuckert/PR).

Pesquisa nacional aponta que metade dos eleitores não votaria no presidente, enquanto Flávio Bolsonaro registra 48% de rejeição

Pedro Taquari – Diário do Poder

Levantamento nacional divulgado pelo instituto PoderData nesta quinta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 50% de rejeição entre os eleitores.

O índice corresponde ao percentual de entrevistados que afirmam não votar no petista em uma eventual disputa presidencial.

Segundo a pesquisa, além da rejeição elevada, 35% dos entrevistados declararam que votariam apenas em Lula, enquanto 11% afirmaram que poderiam apoiar sua candidatura.

Outros 4% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os números indicam um cenário de forte polarização, em que tanto a aprovação quanto a rejeição ao presidente permanecem em patamares expressivos.

O levantamento também mediu a resistência do eleitorado ao senador Flávio Bolsonaro.

De acordo com o PoderData, 48% dos entrevistados afirmaram que não votariam no parlamentar em hipótese alguma.

Ao mesmo tempo, uma parcela relevante do eleitorado demonstrou disposição para apoiá-lo, reforçando a consolidação de seu nome entre os principais representantes do campo conservador na corrida presidencial.

Os dados revelam que os dois nomes mais associados à polarização política nacional enfrentam índices elevados de rejeição.

A pesquisa foi divulgada em um momento de intensificação das movimentações para as eleições presidenciais.

Nos últimos meses, diferentes levantamentos de opinião têm mostrado disputas apertadas entre Lula e Flávio Bolsonaro, especialmente em cenários de segundo turno, evidenciando o peso político dos dois grupos que dominam o debate nacional desde as últimas eleições.

Embora ambos os nomes apresentem potencial de voto relevante, os percentuais de resistência indicam que a capacidade de conquistar eleitores fora de suas bases tradicionais poderá ser decisiva ao longo da campanha.

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