3 de julho de 2026 19:37

Rombo das estatais dispara e atinge R$7,4 bilhões no governo Lula

Lula (PT) – Foto: assessoria/PR.

Déficit acumulado entre janeiro e maio de 2026 é o maior da série histórica para o período, segundo dados do Banco Central

Pedro Taquari – Diário do Poder

O Banco Central divulgou um novo resultado das empresas estatais que aponta um déficit acumulado de R$7,4 bilhões entre janeiro e maio de 2026, o pior desempenho da série histórica para esse período.

O valor supera todo o déficit registrado ao longo de 2025, quando as estatais encerraram o ano com saldo negativo de R$5,9 bilhões, segundo os dados oficiais utilizados pelo BC.

Os números mostram que o resultado negativo foi concentrado principalmente nos primeiros meses do ano.

Apenas maio apresentou um superávit de R$273,35 milhões, insuficiente para reverter o desempenho acumulado.

De acordo com o levantamento do Banco Central, as estatais controladas pelo governo federal responderam pela maior parcela do resultado negativo, com déficit de R$5,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano.

O indicador de 12 meses encerrados em maio também permaneceu no vermelho, acumulando déficit de R$6,7 bilhões.

Na metodologia do Banco Central, empresas como a Petrobras não integram esse cálculo por possuírem características operacionais e de financiamento semelhantes às de companhias privadas de capital aberto, o que leva a autoridade monetária a tratá-las de forma distinta nas estatísticas fiscais.

No primeiro bimestre de 2026, por exemplo, o déficit das estatais já havia alcançado R$4,16 bilhões, estabelecendo, à época, o pior resultado para o período desde o início da série histórica.

Paralelamente, o governo federal divulgou um relatório contábil das empresas estatais referente ao exercício de 2025, informando lucro líquido agregado de R$169,4 bilhões para o conjunto das 44 empresas federais, impulsionado principalmente por grandes companhias como Petrobras, Banco do Brasil e BNDES.

O governo ressalta que esse levantamento utiliza metodologia diferente da aplicada pelo Banco Central, que mede o resultado primário das estatais e exclui algumas empresas do cálculo.

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