A proposta foi apresentada no dia 18 de agosto, durante o “Encontro com os Presidenciáveis – Diálogos pelo Futuro do Brasil”, promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), em Brasília.
O encontro reuniu representantes do setor de comércio e serviços e também contou com a participação dos presidenciáveis Ronaldo Caiado e Renan Santos, além de Alfredo Gaspar, que representou Flávio Bolsonaro.
Cury defendeu que os ministros do STF deixem de permanecer no cargo até a aposentadoria compulsória e passem a ter um mandato fixo de oito anos. 
Segundo ele, um ministro não deveria entrar na Corte aos 40 ou 41 anos e permanecer por décadas no tribunal.
Além disso, Cury propôs mudar a forma de escolha dos ministros. Pela ideia apresentada, o presidente da República deixaria de indicar diretamente os integrantes da Corte.
Magistrados de carreira seriam indicados por associações de juízes, representantes do Ministério Público pelo próprio MP e advogados pela OAB.
Mesmo com a mudança, os nomes continuariam dependendo da aprovação do Senado.
No mesmo dia, durante sabatina promovida pelo SBT e pelo SBT News, Cury voltou a defender o mandato de oito anos para os ministros e também falou em uma reforma mais ampla do sistema político e do STF.
A proposta ganhou nova repercussão nesta semana, com veículos voltando a destacar a ideia de limitar a permanência dos ministros e alterar o modelo de indicação.
Vale lembrar: trata-se de uma proposta de campanha.
Para ser colocada em prática, uma mudança desse tipo exigiria alterações na Constituição e aprovação pelo Congresso Nacional.
E você, o que acha dessa proposta de ministros do STF terem mandato de apenas oito anos e não serem mais escolhidos diretamente pelo presidente da República
(Tiago Gomes TG)

