10 de outubro de 2026 18:06

Novo aciona TSE por suspeita de uso de dinheiro sindical na campanha de Lula

Presidente Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR).

Denúncia do deputado eleito Guilherme Kilter expõe declaração de dirigente sobre repasses a comitês eleitorais; Novo pede cassação da chapa

Beatriz Matos – Diário do Poder

Um dirigente sindical afirmou que dinheiro de uma entidade nacional de professores estava sendo destinado a comitês de apoio à reeleição de Lula (PT) em todos os estados brasileiros, apesar da proibição legal de financiamento de campanhas por sindicatos. A declaração levou o partido Novo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira (9), após denúncia do deputado federal eleito Guilherme Kilter (Novo-PR). O partido acusa a entidade de possível abuso de poder econômico e pede a cassação da chapa Lula-Alckmin.

“Pelo Sindicato Nacional, estamos pondo dinheiro nos comitês em todos os estados do Brasil”, afirmou Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR). Ele também disse que comitês ligados à candidatura petista estavam recebendo recursos do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN).

A fala foi registrada em vídeo durante um evento público. O Novo acusa a entidade de ultrapassar o limite do apoio político ao presidente e usar recursos sindicais para financiar atividades eleitorais.

Segundo levantamento apresentado pelo Novo, o ANDES-SN reúne cerca de 70 mil professores e possui 121 seções sindicais no país, das quais ao menos 16 funcionariam dentro de universidades públicas, como UnB, UFRJ, UFMA e USP. A ação levanta a possibilidade de que esses espaços tenham sido utilizados para reuniões e outras atividades de apoio à campanha de Lula, o que poderia configurar uso irregular de instalações públicas para fins eleitorais.

“Lula não pode usar a máquina sindical como extensão de sua campanha. Se dinheiro de sindicato está abastecendo comitês eleitorais, isso precisa ser investigado e punido. A lei não pode ter dois pesos e duas medidas, muito menos para Lula”, afirmou o deputado Guilherme Kilter.

Além de Lula e do vice Geraldo Alckmin (PSB), quatro dirigentes sindicais são investigados na ação.

O Novo pede a cassação do registro ou diploma da chapa Lula-Alckmin e a inelegibilidade por oito anos dos responsáveis, caso seja comprovado abuso de poder econômico. O TSE ainda terá de apurar a existência dos repasses e eventual participação dos candidatos.

Receba Informações na Palma da Sua Mão

Está gostando do conteúdo? Compartilhe

Facebook
WhatsApp
Telegram
Twitter
Email
Print