Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. (Foto: Reprodução/Instagram).
EUA devem taxar em mais 10% produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido
Davi Soares –
A ameaça de taxação extra de 10% imposta pelo presidente Donald Trump contra sete países europeus que se mobilizam para proteger a Groenlândia de uma invasão dos Estados Unidos levaram a União Europeia a convocar uma reunião de emergência para a tarde deste domingo (18). Trump ainda prometeu, neste sábado (17), ampliar a taxação para 25%, em 1º de junho, até alcançar suas ambições de um acordo para os EUA “comprar” a Groenlândia, ilha ártica da Dinamarca.
A promessa ameaçadora de Trump atingiria produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido. E acontece após estes países defenderem a Groenlândia da ameaça dos EUA de anexar a ilha, mobilizando tropas para exercícios militares na Operação Arctic Endurance, nesta última semana.
“Esses países, que estão jogando esse jogo muito perigoso, colocaram em jogo um nível de risco que não é sustentável. Os Estados Unidos da América estão imediatamente abertos a negociações com a Dinamarca e/ou qualquer um desses países que colocaram tanto em risco, apesar de tudo o que fizemos por eles, incluindo proteção máxima, ao longo de tantas décadas”, disse Trump, em publicação nas redes sociais.
O tom de ameaça de Trump levou grupos às ruas da Dinamarca e na Groenlândia, neste sábado, em protestos pela autodeterminação de seu próprio futuro e contra as ambições de anexação aos EUA.
Taxação leva a espiral perigosa
No mesmo dia, a presidente da Comissão Europeia, Úrsula von der Leyen, publicou uma defesa da integridade territorial e da soberania como princípios fundamentais do direito internacional, ressaltando serem essenciais para a Europa e para a comunidade internacional como um todo.
A líder da União Europeia disse que tem reiteradamente demonstrado o interesse transatlântico comum na paz e segurança no Ártico, inclusive através da OTAN. E justificou exercício militar dinamarquês pré-coordenado com países aliados, como uma resposta à necessidade de reforçar a segurança no Ártico, sem representar ameaça para ninguém.


