Marcelo Dias, pai das vítimas, foi preso no dia 4 de fevereiro. Aline Fonseca, a companheira dele, segue foragida
Áudios obtidos pela coluna — que não serão divulgados em respeito às vítimas e aos familiares — revelam que as três crianças viviam sob completo terror. Os crimes ocorreram entre outubro de 2015 e julho de 2021.
Os castigos
À coluna uma fonte próxima à família, que preferiu não se identificar por medo de represálias, relatou que a criança com TEA era violentamente agredida durante o período de desfralde, ao evacuar fora do local considerado adequado.
Segundo o relato, a criança tinha o rosto esfregado nas próprias fezes, era trancada em um quarto e permanecia suja. Em crises, acabava ingerindo os próprios dejetos na tentativa de se limpar, já que entrava em desespero quando não estava limpa.
Ao tentarem proteger o irmão mais novo, limpá-lo ou impedir as agressões, os outros dois irmãos também eram espancados, castigados e torturados, chegando a sofrer estrangulamentos e ameaças constantes de morte.
Áudios e vídeos anexados à denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) reforçam que as crianças viviam rotina de extrema crueldade.
Período de sofrimento
O cenário de violência extrema teve início após a mãe biológica ser internada em decorrência de um grave acidente automobilístico. Segundo as investigações, Marcelo se recusou a devolver as crianças após a alta hospitalar.
Nas redes sociais, a madrasta teria passado a se apresentar publicamente como “mãe exemplar de uma criança autista”, publicando imagens que simulavam uma família feliz.
Foragida
Apesar de Marcelo ter sido preso no dia 4 de fevereiro para cumprir pena de 7 anos e 5 meses de prisão, Aline permanece foragida.
Informações indicam que ela pode estar escondida em Paraguaçu (MG), Campinas ou Votorantim (SP), cidades em que possui familiares.



