Caso de Bunmi mostra sinais de alerta que foram confundidos com sintomas comuns de crescimento. Câncer no fígado precisou de transplante
A menina, que já havia enfrentado problemas de saúde desde o nascimento, foi diagnosticada com hepatoblastoma — um tumor raro no fígado — após uma sequência de sintomas inicialmente atribuídos a fases comuns da infância.

Bunmi nasceu com dextrocardia e má formação pulmonar, o que exigiu internação por dois meses ainda recém-nascida. Após estabilização, passou a se desenvolver bem, atingindo os marcos esperados para a idade. No entanto, meses depois, sinais sutis começaram a surgir.
A perda de peso, redução do apetite e episódios de febre foram os primeiros alertas. A barriga inchada, que inicialmente parecia apenas uma alteração passageira, se tornou um dos principais sinais de que algo mais grave poderia estar acontecendo. A família chegou a associar a falta de apetite a uma fase comum da infância, como o nascimento dos dentes.
Exames revelaram tumor avançado
A investigação incluiu exames de sangue, que apontaram níveis muito elevados de alfafetoproteína — marcador frequentemente associado a tumores hepáticos. Na sequência, tomografia e biópsia confirmaram o diagnóstico de hepatoblastoma.
Segundo a oncologista pediátrica Lilian Maria Cristofani, do Hospital Sírio-Libanês, o hepatoblastoma é raro, representando cerca de 1% dos cânceres infantis, mas é o principal tumor maligno do fígado nessa faixa etária. A doença ocorre principalmente em crianças menores de 3 anos.
Antes do início do tratamento, a criança já apresentava piora clínica e estava ficando acamada. Com a quimioterapia, houve regressão do tumor e melhora significativa do estado geral, permitindo que ela voltasse a se movimentar e interagir.

